O que o dono contou
O carro fazia Serra–Vitória todo dia pela Norte-Sul. Com quase 100 mil km, nunca tinha trocado o fluido do câmbio. A troca de 2ª para 3ª estava cada vez mais seca, e em subida o câmbio segurava a marcha e o giro ficava alto.
O que eu encontrei
O scanner mostrou as adaptações da 3ª marcha bem fora do normal: o módulo estava compensando, tentando corrigir uma troca que já não saía do jeito certo. Nenhum código de falha grave. O fluido saiu bem escuro e com resíduo fino no cárter, mas sem pedaço de material de embreagem.
Esse é o tipo de caso em que eu explico antes: tem boa chance de resolver com a troca, mas tem desgaste começando. O dono preferiu tentar a troca completa primeiro.
O que foi feito
- Remoção do cárter, limpeza do cárter e dos ímãs.
- Troca do filtro do câmbio.
- Troca completa do fluido por máquina, incluindo o conversor de torque.
- Reset das adaptações e reaprendizado pelo scanner.
- Teste de rua na subida, com o câmbio quente.
Resultado
As trocas ficaram suaves de novo e o câmbio parou de segurar marcha. Deixei combinado que, se o tranco voltar, o próximo passo é olhar o corpo de válvulas. Pedi para ele voltar com 10 mil km para eu olhar o fluido de novo.


Em vídeo
Filtro interno que não troca: como faço a higienização
Quando o filtro do câmbio é interno, faço a higienização com Motul Transmission Cleaner: a máquina circula o produto com o motor ligado e segura a sujeira nos filtros dela.
— Hiago Andrade